sábado, 6 de agosto de 2011

NOVA DROGA PARA COMBATER A OBESIDADE

The Wall Street Journal

Por RON WINSLOW


Num estudo que dá um apoio provocante a uma nova abordagem para o tratamento de obesidade, foi demonstrado que uma droga que mata um tipo específico de célula de gordura estrangulando seu suprimento de sangue causou perda de peso significativa em macacos obesos.


 Science/AAAS


À esquerda: imagem de uma ressonância magnética de um macaco obeso antes de ser tratado com a adipotide. A gordura abdominal aparece em vermelho. À direita: imagem de uma ressonância magnética de um macaco depois de um mês recebendo tratamento diário com adipotide. A imagem mostra uma redução substancial da gordura abdominal.
Depois de quatro semanas de tratamento em experimentos realizados na clínica M.D. Anderson Cancer Center, em Houston, macacos que receberam injeções diárias da droga, chamada adipotide, perderam em média 11% do peso. Eles também tiveram reduções substanciais na circunferência da cintura e no índice de massa corporal e, também importante, uma melhora notável na capacidade de reagir à insulina, disseram pesquisadores. O remédio não afetou o peso ou outros parâmetros quando ministrado a macacos esbeltos.
Os resultados do estudo, publicados ontem na internet pela revista científica "Science Translational Medicine", confirmaram um relatório de 2004 da mesma equipe de pesquisa mostrando uma redução marcante no peso de ratos tratados com o agente.
Mas o sucesso nos estudos com ratos geralmente não consegue ser traduzido em humanos. Como a biologia dos macacos é muito mais parecida com a de humanos, pesquisadores dizem que a descoberta alimenta a esperança de que um tratamento do tipo pode funcionar em pessoas.
De fato, por causa da nova descoberta, o primeiro teste clínico com humanos, que envolverá pacientes obesos com câncer de próstata em estágio avançado, pode começar já ano que vem. Os direitos do remédio, que foi desenvolvido na M.D. Anderson, foram licenciados para a Ablaris Therapeutics Inc., filial da Arrowhead Research Corp., de Pasadena, Califórnia, fundada ano passado. Os planos de desenvolver a droga para outros usos dependerão da possibilidade de encontrar uma dose segura e eficiente nos testes iniciais, entre outras coisas.
A maioria dos remédios para emagrecer visa a diminuir o apetite ou acelerar o metabolismo do corpo para queimar calorias. Mas os sistemas que governam esses processos são especialmente complexos e vários remédios empacaram na regulamentação, por causa do efeito modesto ou efeitos colaterais preocupantes.
Cortar o fluxo sanguíneo para matar de fome as células adiposas seria uma estratégia diferente, que, segundo especialistas, pode contornar alguns dos efeitos colaterais que prejudicaram outras tentativas.
"É uma coisa realmente nova", disse Randy J. Seeley, diretor do centro de pesquisa sobre diabetes e obesidade da Universidade de Cincinnati, no Estado americano de Ohio, que não participou do estudo em questão. "Não há como saber se isso vai mesmo se tornar um tratamento ou não, mas pelo menos cria uma nova maneira de pensar sobre terapias, e até hoje não conseguimos muitas alternativas."
Ocorreram efeitos colaterais nos rins, mas os pesquisadores disseram que eles foram resolvidos logo que o tratamento foi interrompido. Os macacos do estudo receberam o tratamento por apenas quatro semanas e ainda não se sabe quais impactos nos rins ou outros efeitos colaterais podem advir do uso de longo prazo. Esse é um dos obstáculos para o remédio chegar ao mercado.
Bloquear ou minar a formação de vasos sanguíneos se chama antiangiogênese e é um mecanismo crucial para a maneira como o remédio Avastin, da Roche Holding AG, combate certos tipos de câncer.
A pesquisa de Wadih Arap e sua mulher, Renata Pasqualini, e do laboratório deles na M.D. Anderson, determinou que células em órgãos específicos do corpo — incluindo aquelas em vasos sanguíneos que alimentam células brancas de gordura — têm marcadores moleculares distintos na superfície, como se fossem códigos de endereçamento postal. Uma parte da adipotide é projetada para localizar exatamente o código dos vasos sanguíneos das células adiposas brancas. Outra parte é uma carga terapêutica que mata as células.
O novo estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e várias fundações filantrópicas. Pasqualini disse que a descoberta indica que a adipotide "parece um caminho promissor numa situação em que não há muita coisa por aí em desenvolvimento" para tratar a obesidade.
James Hulvat, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Ablaris Therapeutics, disse que a decisão de testar o agente primeiro em pacientes obesos com câncer de próstata reflete, em parte, os interesses da M.D. Anderson, que está pagando pelo estudo inicial, em demonstrar o potencial de um benefício importante para um grupo limitado de pacientes. As células adiposas brancas secretam hormônios conhecidos por promover o crescimento de tumores na próstata.
"Vamos tentar obter uma indicação ampla para emagrecimento se os dados do teste clínico [inicial] apoiarem isso", disse ele. A empresa também está interessada em tornar a substância num possível tratamento para a diabetes tipo 2, associada à obesidade.
Pasqualini e Arap têm direito a royalties que podem ser gerados pela comercialização do remédio. Tanto os pesquisadores quanto a M.D. Anderson são investidores da Ablaris Therapeutics.



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4 comentários:

  1. onde posso comprar
    responder beatriztzdb@hotmail.com

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  2. Como posso comprar o Adipotide? Se possível, pela internet.
    leticia.s.braga@outllok.com

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  3. Quero comprar pela net. Como faço?
    Alaneastrid@ig.com.br

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